Medida histórica da Agência Internacional de Energia (AIE) disponibiliza 400 milhões de barris após fechamento do Estreito de Ormuz e ameaças de barril a US$ 200
Em uma ação sem precedentes para tentar estabilizar o mercado global, uma coalizão de 32 países decidiu, por unanimidade, liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (11) pela Agência Internacional de Energia (AIE), ocorre como resposta direta à escalada da guerra no Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde transita um quinto do consumo mundial da commodity.
O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, classificou a medida como a maior liberação coordenada da história da entidade. “Os desafios que enfrentamos no mercado são sem precedentes. Esta ação coletiva emergencial visa compensar a interrupção massiva de fluxos energéticos no Oriente Médio”, afirmou Birol.
O impacto do Estreito de Ormuz e a ameaça de US$ 200
O estopim para a decisão foi o fechamento quase total do Estreito de Ormuz, após ataques iniciados no final de fevereiro envolvendo forças dos Estados Unidos, Israel e o governo de Teerã. Com o tráfego reduzido a menos de 10% de sua capacidade normal, o preço do barril disparou, chegando a encostar nos US$ 120 nesta semana.
Autoridades iranianas subiram o tom, alertando que o mundo deve se preparar para o petróleo a US$ 200 caso a segurança regional não seja restabelecida. O governo dos EUA, por sua vez, defende que a alta é um “preço pequeno a pagar” pela segurança global, enquanto potências do G7 buscam alternativas para mitigar a inflação dos combustíveis que atinge consumidores em todo o mundo.

Como funciona a liberação das reservas
Atualmente, os países-membros da AIE mantêm estoques superiores a 1,2 bilhão de barris. A liberação dos 400 milhões ocorrerá de forma gradual e coordenada:
- Estratégia Nacional: Cada país definirá o cronograma de liberação conforme sua demanda interna e infraestrutura.
- Histórico: Esta é apenas a sexta vez, desde a criação da agência em 1974, que uma medida deste porte é adotada.
- Foco na Ásia e Europa: Importadores como China, Japão e nações europeias são os mais vulneráveis à interrupção do Golfo Pérsico.
Apesar da medida, especialistas alertam que a eficácia no longo prazo dependerá da reabertura das rotas marítimas. “Mais importante que as reservas é garantir novamente o fluxo por Ormuz”, reforçou a liderança da AIE.
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