Em discurso no Dia da Vitória, líder russo afirma que guerra está chegando ao fim e aceita trégua mediada pelos EUA, mas reitera que acordo de paz definitivo cabe apenas a Moscou e Kiev
O cenário geopolítico global registrou uma movimentação sísmica neste sábado, 9 de maio de 2026. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou publicamente acreditar que o conflito na Ucrânia está “chegando ao fim”. A afirmação ocorreu em meio às celebrações do Dia da Vitória em Moscou, data que marca a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
A fala de Putin ganha contornos de esperança após o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um cessar-fogo de três dias (de sábado a segunda-feira). O acordo, apoiado tanto pelo Kremlin quanto por Kiev, inclui uma histórica troca de 1.000 prisioneiros entre as nações em guerra.
Diplomacia e Condições para a Paz
Apesar do tom otimista, Putin foi enfático ao delimitar o papel de mediadores internacionais. Embora tenha agradecido o esforço de países terceiros, o líder russo reiterou que a resolução final do embate “só diz respeito à Rússia e à Ucrânia”.
- Mediação Preferencial: Putin indicou preferência pelo ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder para eventuais diálogos com a Europa.
- Encontro com Zelensky: O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, relatou que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky estaria pronto para uma reunião pessoal.
- Local Neutro: O líder russo sinalizou a possibilidade de um encontro em um terceiro país, mas apenas quando um acordo de paz duradouro for estabelecido.
Tensão e Retórica Militar
Mesmo com a trégua em vigor, a retórica militar permanece presente. Durante seu discurso de oito minutos na Praça Vermelha, Putin justificou a “operação militar especial”, acusando a Otan de ser uma força agressiva que apoia Kiev.
Por outro lado, em um movimento de descompressão, Zelensky emitiu um decreto irônico permitindo o desfile militar russo e garantindo que as armas ucranianas não visariam Moscou durante as festividades.
O presidente americano Donald Trump classificou a guerra como “a pior coisa desde a Segunda Guerra Mundial” e manifestou o desejo de que o atual cessar-fogo seja apenas o início de uma prorrogação definitiva da paz.

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